Como Evitar Desvios de Celular no Estoque em Loja com Vários Vendedores

Por Equipe Credit Smart · 15 min · 2026-08-26

Especialistas em gestão de lojas de celular em Fortaleza.

Lojas de celular com muitos vendedores perdem dinheiro quando aparelhos somem do estoque sem registro. A solução direta consiste em vincular a entrada e a saída de cada celular ao código IMEI e ao login individual do funcionário no sistema.

Por que ocorrem desvios de aparelhos no estoque físico?

Os desvios de mercadorias acontecem principalmente pela falta de rastreabilidade individual das peças. Em uma loja de celulares com cinco ou mais vendedores trabalhando simultaneamente, o ambiente de vendas exige rapidez. Os funcionários abrem vitrines, retiram caixas, mostram os aparelhos aos clientes e guardam os produtos repetidas vezes ao longo do dia. Esse movimento contínuo cria pontos cegos na operação. O sumiço de uma caixa pequena contendo um smartphone caro passa despercebido até a próxima contagem oficial de estoque. A gestão precisa entender a origem do problema para aplicar as travas sistêmicas corretas.

O primeiro fator de risco envolve o layout físico e o acesso às mercadorias. Muitos lojistas guardam o estoque de alto giro nas gavetas sob os balcões de atendimento. Todos os vendedores possuem a mesma chave ou conhecem a senha do armário principal. Quando um problema surge, o dono da loja não consegue apontar o momento exato do desaparecimento. A responsabilidade coletiva gera impunidade. O dono pergunta para a equipe sobre o aparelho faltante. Ninguém sabe responder. A falta de um registro individualizado de quem tocou no produto pela última vez inviabiliza qualquer investigação interna eficiente.

O segundo fator envolve a confusão entre o código de barras do produto e o número de série. Muitos lojistas tratam celulares como tratam capas ou películas. Eles registram apenas o código EAN. O código EAN identifica o modelo do aparelho. Se a loja possui dez unidades do mesmo modelo, todas compartilham o mesmo código EAN. Se o sistema baixa uma venda apenas pelo modelo, o vendedor pode entregar qualquer caixa ao cliente. Essa flexibilidade facilita fraudes. Um funcionário mal-intencionado vende um aparelho novo por fora da loja e coloca uma caixa vazia ou um aparelho com defeito no lugar. O sistema acusa a quantidade correta. A fraude só aparece semanas depois durante um inventário físico detalhado.

A alta rotatividade de funcionários no varejo também contribui para o problema. Conforme dados do IBGE sobre o comércio varejista, o setor apresenta altas taxas de admissões e demissões. Pessoas novas entram na loja toda semana. Treinar equipes sobre ética e segurança requer tempo e dinheiro. O sistema de gestão precisa cobrir essa lacuna de confiança. O software deve forçar o vendedor a seguir o procedimento correto, independentemente do tempo de casa. O bloqueio sistêmico atua como um supervisor permanente. Ele exige o escaneamento do código correto para liberar a venda e emitir os documentos fiscais.

A Fecomércio CE aponta as perdas de estoque como um dos principais ralos de lucro do comércio. O dono da loja paga pela mercadoria, paga os impostos e paga o salário da equipe. Quando um aparelho desaparece, o lojista absorve o custo total do produto. A margem de lucro de um smartphone gira em torno de dez a vinte por cento. Para cobrir o prejuízo de um único aparelho desviado no valor de três mil reais, a loja precisa vender pelo menos outros dez aparelhos iguais. O impacto financeiro atinge diretamente o capital de giro e compromete a saúde financeira do negócio em longo prazo.

Como o controle por IMEI previne furtos internos na loja?

Controle por IMEI: Método de gestão de estoque que utiliza a Identificação Internacional de Equipamento Móvel (código único de 15 dígitos) para rastrear a entrada, a permanência e a saída exata de cada celular na loja.

O controle por IMEI transforma produtos genéricos em itens exclusivos dentro do sistema da loja. O IMEI funciona como o CPF do celular. Nenhum aparelho no mundo possui a mesma sequência de quinze dígitos. O fabricante grava esse número na placa-mãe do dispositivo, imprime na etiqueta traseira e na caixa do produto. Quando o lojista adota o controle estrito por IMEI, ele cria um histórico de vida para cada caixa que cruza a porta do estabelecimento. A gestão abandona a contagem genérica de modelos e passa a rastrear identidades únicas.

O processo começa na entrada da nota fiscal de compra. O estoquista recebe os aparelhos do fornecedor e lê o arquivo XML da nota. O sistema importa os dados tributários e exige a bipagem de cada caixa. O funcionário usa um leitor de código de barras para registrar os quinze dígitos. O software vincula aquele aparelho específico ao lote de entrada e ao valor exato de custo. O celular recebe o status de disponível no estoque. A partir desse momento, o sistema trava o aparelho. Ninguém consegue deletar o registro sem deixar rastros no log de auditoria.

Lojista bipando a caixa de um smartphone com leitor de código de barras no balcão da loja.
Lojista bipando a caixa de um smartphone com leitor de código de barras no balcão da loja.

A prevenção de furtos ganha força no momento da venda. O cliente escolhe o modelo e negocia as condições de pagamento. O vendedor abre a tela de vendas no sistema, insere seu usuário e senha pessoais. O sistema exige a leitura do IMEI da caixa que o vendedor tem em mãos. Se o vendedor digitar um número aleatório ou tentar vender um aparelho que não consta no sistema, o software bloqueia a operação. A transação só avança se o código da caixa corresponder exatamente a um aparelho disponível no estoque físico da filial.

Essa exigência sistêmica corta a raiz dos desvios internos. O vendedor sabe que o sistema registra o nome dele ao lado daquele número de série específico. Se o aparelho voltar para a loja com um defeito, o gerente busca o IMEI no sistema e visualiza imediatamente quem efetuou a venda. Se um cliente reclamar de uma caixa vazia, a loja consegue rastrear todo o caminho do produto. A responsabilidade se torna individual e inquestionável. O funcionário percebe o nível de monitoramento e abandona qualquer intenção de burlar as regras. A tecnologia impõe limites claros e protege o dono do negócio.

Como auditar o estoque de celulares por vendedor diariamente?

Auditar o estoque exige disciplina militar na loja de celulares. A conferência anual ou semestral não funciona para mercadorias de alto valor agregado e pequeno volume. O lojista precisa instituir contagens cíclicas e rotinas diárias de verificação. A loja divide o trabalho de contagem para não travar a operação comercial. O gerente escolhe categorias específicas para auditar a cada dia. Segunda-feira a equipe conta os aparelhos da Apple. Terça-feira a equipe conta a linha premium da Samsung. Quarta-feira a equipe confere os aparelhos usados da vitrine de trocas. Esse modelo fracionado mantém a equipe atenta e reduz as oportunidades de furto.

A abertura e o fechamento da loja representam os momentos ideais para as auditorias rápidas de caixa e estoque de alto risco. O gerente chega trinta minutos antes de abrir as portas. Ele imprime um relatório cego do sistema. O relatório cego lista os modelos esperados, mas oculta as quantidades e os números de série. O gerente vai até o armário cofre e bipagem todas as caixas presentes. O sistema compara a leitura física com o banco de dados. O software aponta as divergências imediatamente. Se falta um aparelho, o gerente verifica as vendas do dia anterior e identifica quem cometeu o erro de não registrar a saída.

O dono da rede ou franqueado institui auditorias surpresa nas filiais. O supervisor regional visita a loja sem aviso prévio no meio da tarde. Ele congela as movimentações de estoque no sistema durante dez minutos. A equipe para de vender temporariamente. O supervisor exige a contagem imediata de uma prateleira específica. Essa prática desestabiliza qualquer esquema interno de acobertamento de faltas. Se um vendedor planejava repor um aparelho desviado no dia seguinte, a auditoria surpresa flagra a ausência da mercadoria. O rigor do supervisor protege os investimentos da franquia.

As organizações orientadas por processos como o Sebrae recomendam a separação total de funções. O vendedor vende. O caixa recebe o dinheiro. O estoquista ou estoquista-caixa entrega a mercadoria. Em lojas menores, o vendedor faz todo o ciclo, mas o sistema deve exigir a aprovação do gerente para descontos ou cancelamentos. Quando a loja audita os cancelamentos de venda, ela encontra muitas tentativas de fraude. O vendedor emite a venda, o cliente leva o aparelho, e depois o vendedor tenta cancelar a operação no sistema para justificar a falta física. A auditoria diária de cancelamentos cruza os dados com as notas fiscais emitidas.

A investigação de sobras de estoque merece a mesma atenção que a investigação de faltas. Se a contagem física encontrar um aparelho a mais, a loja enfrenta um problema grave de processos. Uma sobra de estoque indica uma entrada não registrada ou uma devolução de cliente não processada. O aparelho pode pertencer a outro cliente ou representar uma sobra de assistência técnica. O gerente precisa rastrear o IMEI desse aparelho intruso no portal da Anatel ou consultar as notas de entrada dos fornecedores. Todo aparelho dentro da loja precisa de uma justificativa documental válida.

Quais são os riscos da contagem manual de celulares?

O uso de cadernos, planilhas avulsas ou arquivos de texto para controlar aparelhos caros destrói a rentabilidade da loja. A digitação humana apresenta uma margem de erro enorme. Um IMEI possui quinze números. O funcionário digita o número oito no lugar do número nove e compromete toda a cadeia de rastreamento. Quando o cliente precisa acionar a garantia meses depois, o número da nota fiscal não bate com o número do aparelho. O fabricante nega o conserto. O cliente processa a loja. O risco começa na planilha e termina no tribunal.

A contagem manual impede a visão em tempo real da loja. O dono precisa ligar para o gerente e perguntar quantos aparelhos de um modelo específico restam na prateleira. O gerente vai até o armário, conta as caixas com os dedos e responde. Se um cliente entrar na loja minutos depois e comprar duas unidades, a informação do dono fica obsoleta. Essa lentidão prejudica as decisões de compra. O dono compra mercadorias que a loja já possui ou deixa faltar os aparelhos mais procurados. O descompasso entre a realidade e o papel consome os lucros.

Processo Planilha Manual (Risco) Sistema por IMEI (Solução)
Registro de Entrada Digitação lenta com erros frequentes. Leitura óptica instantânea via código de barras.
Prevenção de Furtos Falta de vínculo entre usuário e caixa. Login do vendedor obrigatório para baixar estoque.
Auditoria de Divergências Exige horas de recontagem para achar falhas. Relatório aponta o exato aparelho faltante em segundos.
Transferência de Lojas Aparelhos somem durante a viagem sem registro. Status de trânsito bloqueia vendas indevidas.
Rastreamento Histórico Busca manual demorada e imprecisa. Busca rápida do ciclo de vida por número de série.

A manipulação de planilhas facilita o encobrimento de furtos internos. O funcionário que tem acesso ao arquivo Excel pode alterar a quantidade de dez para nove sem deixar nenhum registro de quem fez a mudança, quando fez ou por que fez. Ele apaga uma linha da planilha e o celular desaparece virtualmente. O dono da loja olha para o arquivo e acredita na informação adulterada. O sistema de gestão, pelo contrário, trabalha com banco de dados seguro. A exclusão de um registro exige permissão de nível gerencial e o software grava um log permanente com o nome do usuário, a data, a hora e o endereço de IP do computador utilizado.

A velocidade do atendimento cai drasticamente com controles manuais. O vendedor gasta tempo preenchendo formulários de papel para a garantia da loja ou copiando os quinze dígitos do IMEI para o recibo do cliente. Em dias de pico, como vésperas de datas comemorativas, a loja forma filas. Clientes desistem da compra por causa da demora no balcão. O sistema automatizado elimina esse gargalo. O leitor óptico capta a informação em um milissegundo e preenche todos os campos necessários na nota fiscal e no contrato de crediário simultaneamente. A automação protege a operação e melhora a experiência do consumidor.

Os erros de controle manual custam muito caro na hora de pagar os impostos. O contador precisa das informações corretas para fechar o mês. Se a loja emite notas fiscais com números de série errados ou não emite notas por falta de controle, a Receita Federal identifica a inconsistência. O fisco cruza os dados das compras da loja com os dados das vendas e dos cartões de crédito. Multas pesadas recaem sobre a empresa. O controle sistêmico por IMEI garante a exatidão das informações enviadas ao governo. A loja opera dentro da lei e evita passivos fiscais que podem fechar as portas do negócio.

Como vincular o IMEI à nota fiscal e ao contrato de venda?

O vínculo entre o aparelho físico, o documento fiscal e o acordo de pagamento forma a base da segurança jurídica da loja. O sistema de gestão desempenha o papel central nessa amarração de dados. O lojista não deve usar três sistemas separados para fazer a mesma venda. Usar um emissor gratuito do governo para a nota, uma planilha para o estoque e um documento do Word para o contrato gera furos processuais perigosos. A operação exige um software integrado que amarre o código IMEI em todas as etapas de forma automática e obrigatória.

A emissão da Nota Fiscal Eletrônica requer preenchimento técnico. O sistema puxa os dados do produto, os impostos correspondentes e o número de série previamente registrado na entrada da mercadoria. O campo de observações ou o campo específico de rastreabilidade da NF-e recebe os quinze dígitos do IMEI. O governo federal aprova o documento. A loja imprime o Danfe e entrega ao cliente. Esse documento comprova a propriedade lícita do aparelho. Se a polícia parar o cliente na rua e consultar o aparelho, a nota fiscal com o IMEI correspondente valida a compra e protege a reputação da loja.

Lojista bipando a caixa de um smartphone com leitor de código de barras no balcão da loja.
Lojista bipando a caixa de um smartphone com leitor de código de barras no balcão da loja.

A vinculação ao contrato protege as operações de crédito da loja. Quando o cliente compra o celular parcelado no carnê próprio, o lojista assume o risco da inadimplência. O contrato de compra e venda detalha as obrigações financeiras e as garantias. O sistema injeta o número do IMEI automaticamente nas cláusulas do contrato. O cliente assina o documento fisicamente ou digitalmente. O cliente reconhece que recebeu aquele aparelho específico. Essa precisão documental evita contestações legais. O devedor não pode alegar no tribunal que comprou um modelo inferior ou que nunca recebeu o produto.

O processo de logística reversa também depende dessa amarração de dados. O cliente retorna à loja três dias depois reclamando de um defeito na tela. Ele exige a troca do aparelho. O vendedor solicita a nota fiscal e a caixa do produto. O vendedor bipa o IMEI da caixa e consulta o sistema. O sistema confirma que a loja vendeu aquele exato aparelho, para aquele cliente, há três dias. A loja procede com a troca, emite a nota de devolução e devolve o aparelho defeituoso para o estoque com status de avaria. Se o cliente tentar devolver um aparelho diferente dentro da caixa original, o sistema acusa a divergência e bloqueia a fraude.

O arquivamento desses documentos ocorre em nuvem. A loja não precisa guardar montanhas de papel em caixas mofadas. O sistema arquiva os arquivos XML das notas fiscais e os PDFs dos contratos. O lojista acessa o histórico de um aparelho vendido há três anos com apenas alguns cliques. Ele digita o IMEI na barra de pesquisa e visualiza toda a linha do tempo. Ele enxerga a data de compra do fornecedor, o nome do estoquista que recebeu a mercadoria, o vendedor que realizou a venda e o cliente que levou o produto. A tecnologia entrega controle total sobre o patrimônio comercial.

Como transferir celulares entre filiais de forma segura?

A gestão de múltiplas lojas exige flexibilidade no remanejamento de estoques. A loja do centro vende muitos aparelhos da Motorola, enquanto a loja do shopping tem sobra desses mesmos modelos. O dono decide transferir vinte aparelhos do shopping para o centro. Esse momento de trânsito representa o maior risco de desvio em redes varejistas. O motoboy ou o motorista da empresa transporta milhares de reais em uma mochila. A mercadoria sai da responsabilidade do gerente A e ainda não chegou na responsabilidade do gerente B. A loja precisa de regras estritas no sistema para cobrir essa lacuna temporal.

O sistema de gestão cria o status de "mercadoria em trânsito". O aparelho sai do saldo disponível da loja de origem, mas não entra imediatamente no saldo da loja de destino. O aparelho fica suspenso em um limbo controlado. A loja emite a nota fiscal de transferência entre filiais da mesma empresa. A legislação exige a circulação de mercadorias com cobertura fiscal para evitar apreensões nas estradas. O documento acompanha as caixas físicas durante o trajeto. O gerente da loja de destino sabe exatamente o que esperar e quando esperar.

  1. Inicie a ordem de transferência: O gerente da loja de origem cria o pedido no sistema e seleciona a loja de destino e o motivo do envio.
  2. Bipe as saídas por IMEI: O funcionário escaneia cada caixa individualmente para garantir que envia os aparelhos corretos.
  3. Imprima a documentação de trânsito: O sistema gera a NF-e de transferência e o romaneio de carga com as assinaturas do expedidor e do transportador.
  4. Receba a carga fisicamente: O gerente da loja de destino confere os lacres do malote e a integridade das caixas ao receber o pacote.
  5. Confirme as entradas por IMEI: A loja de destino bipa novamente todas as caixas para confirmar o recebimento e o sistema altera o status para disponível.

A dupla checagem evita o jogo de empurra entre os funcionários. O gerente A diz que enviou. O gerente B diz que não recebeu. O sistema resolve o conflito com fatos. Se o gerente B não bipar a entrada, o aparelho continua no status de trânsito. O dono da rede puxa o relatório de pendências no final do dia e identifica a falha. Ele aciona o motorista e os dois gerentes. A cobrança imediata inibe furtos durante o transporte. Os funcionários percebem a precisão do acompanhamento e abandonam as justificativas falsas de perdas na estrada.

A transferência de aparelhos com defeito para a matriz ou para a assistência técnica central segue a mesma rigidez. A loja não entrega o aparelho quebrado nas mãos de qualquer pessoa sem registrar a saída. O sistema registra a transferência para o estoque de avarias ou para o centro de reparos. O lojista acompanha o andamento do conserto e programa a devolução do aparelho para o estoque de vendas ou aprova o descarte ecológico das sucatas. O registro de cada movimento fecha as portas para o sumiço de peças valiosas disfarçado de sucateamento.

O controle centralizado permite a visão global da rede. O dono da franquia abre o painel de controle e enxerga o estoque de todas as lojas em uma única tela. Ele avalia o desempenho de vendas de cada unidade e toma decisões baseadas em números reais. Ele não precisa depender de planilhas consolidadas manualmente pelos gerentes. A agilidade na leitura dos dados acelera o reabastecimento das prateleiras e melhora o retorno sobre os investimentos. O sistema transforma o estoque em uma engrenagem previsível e lucrativa.

O que fazer quando um aparelho some do estoque físico?

O desaparecimento de um smartphone exige ação imediata e padronizada. O gerente não deve tratar a falta como um pequeno erro de contagem. O primeiro passo consiste em isolar a área e iniciar a investigação. O gerente reúne a equipe e comunica a divergência com clareza e firmeza. Ele bloqueia o acesso ao armário de estoque até concluir as verificações. A transparência na comunicação demonstra que a loja controla o ambiente e não tolera desvios. O objetivo inicial envolve encontrar o aparelho ou identificar a falha processual que causou o furo.

O gestor consulta o histórico do aparelho no sistema de gestão. Ele digita o número do modelo ou o IMEI suspeito e verifica a última movimentação registrada. O sistema mostra quem deu entrada na mercadoria, a data, a hora e o documento fiscal vinculado. O gerente cruza as informações de cancelamentos de vendas, devoluções de clientes ou transferências pendentes. A maioria dos sumiços aparentes resulta de vendas realizadas sem a devida baixa no sistema ou de trocas mal processadas. O vendedor entrega o produto na pressa e esquece de registrar a operação.

A análise das câmeras de segurança complementa a investigação sistêmica. O gerente utiliza o horário da última movimentação registrada no software para buscar as imagens do circuito interno. Ele observa o comportamento dos funcionários e dos clientes naquele período específico. Ele procura atitudes suspeitas perto dos balcões de atendimento e do armário de estoque. As imagens confirmam ou descartam a hipótese de furto externo. Clientes mal-intencionados aproveitam momentos de distração para subtrair mercadorias, mas o furto interno costuma envolver ações mais sutis e premeditadas.

Se as verificações confirmarem o furto, a loja aciona os protocolos de segurança. O gerente registra um Boletim de Ocorrência na delegacia local, informando os dados da loja, a descrição do aparelho e o número do IMEI. A loja entra em contato com a operadora de telefonia ou acessa o portal da Anatel para solicitar o bloqueio do IMEI. O bloqueio impede que o aparelho acesse as redes de comunicação, tornando o smartphone inútil para o receptador. A ação rápida desvaloriza o produto roubado e desencoraja futuros furtos.

A loja ajusta o estoque no sistema após o encerramento da investigação. O gerente de nível sênior ou o dono da loja autoriza a baixa da mercadoria com o motivo de perda ou roubo. O sistema registra a saída para ajustar o saldo físico e manter a coerência contábil. A empresa avalia as falhas processuais que permitiram o incidente e implementa novas travas de segurança. O lojista revisa as permissões de acesso, reforça os treinamentos da equipe e melhora o posicionamento das câmeras de monitoramento para eliminar os pontos cegos.

Como configurar permissões de acesso no sistema da loja?

O sistema de gestão protege a loja através da segregação de funções. A plataforma oferece configurações de usuários com diferentes níveis de privilégios. A loja não distribui a senha de administrador para todos os funcionários. Cada membro da equipe recebe um login pessoal, intransferível e protegido por senha forte. O registro das ações individuais inibe comportamentos inadequados e garante a integridade dos dados empresariais.

O perfil do vendedor possui acesso restrito às rotinas de vendas e consultas de estoque. O vendedor visualiza a quantidade de aparelhos disponíveis, pesquisa modelos e cores, mas não consegue visualizar o custo de compra da mercadoria. O sistema bloqueia a exclusão de vendas confirmadas e exige a senha do gerente para aplicar descontos acima do limite permitido ou para cancelar operações financeiras. O vendedor opera dentro de um cercadinho digital que protege a margem de lucro e o patrimônio da empresa.

Lojista bipando a caixa de um smartphone com leitor de código de barras no balcão da loja.
Lojista bipando a caixa de um smartphone com leitor de código de barras no balcão da loja.

O perfil do estoquista ou conferente lida com as entradas e movimentações físicas. O estoquista importa os arquivos XML, lança as notas fiscais de compra e bipa os aparelhos. Ele não possui acesso às telas de vendas, recebimentos de crediário ou configurações fiscais. A separação impede que a mesma pessoa registre a entrada de um aparelho falso e realize a venda simulada para acobertar o furto. A divisão de tarefas dificulta o conluio e aumenta a segurança da operação comercial.

O perfil do gerente de loja concentra as autorizações operacionais e as análises diárias. O gerente libera os cancelamentos, aprova os descontos, inicia as transferências entre filiais e extrai os relatórios de auditoria cega. Ele monitora a produtividade da equipe e verifica o caixa no final do dia. O gerente, no entanto, não consegue apagar o banco de dados, alterar as regras de tributação ou deletar o histórico de transações. O sistema exige a senha do proprietário para alterações estruturais e acessos aos relatórios de lucratividade líquida.

O dono da rede varejista detém o perfil de administrador master. Ele configura as regras de negócios, cria novos usuários, inativa funcionários demitidos e acessa os relatórios consolidados de todas as lojas. Ele enxerga a empresa de cima. O administrador master acompanha o log de auditoria do sistema. O log registra cada clique, cada exclusão e cada acesso suspeito. O dono revisa as atividades fora do horário comercial ou as tentativas de acesso bloqueadas. O controle absoluto sobre as permissões constrói a fundação de um negócio seguro e preparado para crescer de forma sustentável.

Perguntas frequentes sobre controle de estoque e desvios

Como dar baixa no estoque de celular?

O lojista acessa a tela de vendas do sistema, insere os dados do cliente e escaneia o IMEI do aparelho. O sistema vincula o número de série à nota fiscal e debita o item do saldo disponível imediatamente, registrando o nome do vendedor responsável pela transação.

O que fazer quando o funcionário rouba a loja?

O dono deve coletar as provas no log do sistema e nas câmeras de segurança, registrar um Boletim de Ocorrência detalhando o IMEI do aparelho e realizar a demissão por justa causa. O lojista também solicita o bloqueio do aparelho na Anatel para inutilizar o produto.

Como funciona o sistema de rastreamento de estoque?

O software registra o histórico completo do aparelho através dos quinze dígitos únicos do IMEI. Ele marca a data de entrada via fornecedor, monitora as transferências entre filiais e finaliza o ciclo associando o código ao CPF do comprador na nota fiscal.

Qual a diferença entre furto e desvio de estoque?

O furto envolve a subtração direta do produto das prateleiras, muitas vezes por pessoas externas. O desvio de estoque caracteriza a subtração interna realizada por funcionários que manipulam processos, adulteram planilhas ou forjam devoluções para encobrir a retirada da mercadoria.

Como provar o desvio de mercadoria?

A prova exige o cruzamento do log de auditoria do sistema com as imagens do circuito de segurança. O lojista demonstra que o funcionário X logou no sistema no horário Y, deletou a entrada do aparelho Z ou cancelou a venda sem devolver o produto físico para o estoque.

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