Crediário próprio pode ter margem de 40 a 60% sobre o custo do aparelho — muito mais lucrativo que venda à vista (10-20%). Mas exige capital de giro, sistema de cobrança eficiente e garantia real do pagamento.
Por que crediário próprio é mais lucrativo?
Exemplo: Samsung Galaxy A15 com custo de R$800. À vista: R$950 (margem R$150 — 18%). Parcelado 12x de R$120: R$1.440 (margem R$640 — 80% sobre o custo). Mesmo com inadimplência de 10-15%, a margem é muito superior.
Como funciona o crediário próprio na prática
1. Análise de crédito sem SPC/Serasa
Comprovante de renda, documentos e histórico interno. Parcela não deve ultrapassar 30% da renda. Sistema calcula score e sugere limite automaticamente.
2. Contrato de consignação mercantil
O aparelho continua sendo juridicamente do lojista até o pagamento integral. Isso permite o bloqueio remoto como garantia real — diferente de crediário de roupa ou eletrodoméstico.
3. Cobrança automática
Boleto ou PIX enviado via WhatsApp no vencimento, lembrete 2 dias antes, aviso de atraso automático. Sem contratar cobrador.
4. Bloqueio remoto por inadimplência
Comando MDM limita o aparelho após atraso — apps essenciais (WhatsApp, telefone, bancários) continuam. Pagamento regularizado → bloqueio removido em minutos. Inadimplência cai para 5-15%.
Capital de giro necessário
Fórmula: custo médio × vendas mensais × prazo médio (meses). Exemplo: 20 aparelhos/mês × R$800 × 8 meses = R$128.000 em carteira. Começa com R$30.000 e reinveste as parcelas recebidas.
Perguntas frequentes
Preciso de licença de financeira?
Não. Crediário próprio é relação comercial direta entre loja e cliente — não precisa de autorização do Banco Central.
O que fazer se o cliente some com o aparelho?
Com bloqueio remoto MDM, o aparelho fica inutilizável. E o contrato de consignação permite ação de reintegração de posse — o aparelho é juridicamente da loja.